LEVAR O CONHECIMENTO É UMA FORMA DE AMENIZAR O SOFRIMENTO CAUSADO PELA DOENÇA

15 de MAIO DIA 'D' da MUCOPOLISSACARIDOSE (MPS)

BUSCA DA CURA

 CELULAS TRONCO DO CORDÃO UMBILICAL.
Células-tronco são as células com capacidade de auto-replicação, isto é, com capacidade de gerar uma cópia idêntica a si mesma e com potencial de diferenciar-se em vários tecidos.
Um estudo está sendo desenvolvido pela USP para averiguar o resultado do contato de uma célula-tronco com um tecido diferenciado, cujo objetivo é observar se a célula-tronco irá transformar-se no mesmo tecido com que está tendo contato. As células-tronco da pesquisa foram retiradas de cordão umbilical.
Banco de cordão umbilical: Brasil busca auto-suficiência
Garantia da qualidade do sangue armazenado é a principal preocupação de especialistas.
Cerca de doze mil partos por mês e quatro mil novos pacientes com indicação para transplante de medula óssea por ano. Estes números parecem não ter relação, mas tudo faz sentido quando o objetivo é acabar com a atual dependência do sangue vindo do exterior para a realização destes transplantes. A solução está na busca da auto-suficiência em estocagem de sangue de cordão umbilical, extraído na hora do parto, importante fonte para transplante de medula óssea. A união da tecnologia, da pesquisa e do treinamento para a excelência na coleta e congelamento vai resultar, em um futuro próximo, na ampliação do banco público brasileiro e na eliminação do drama dos pacientes que diariamente morrem na fila esperando por sangue compatível para transplante.  A formação de bancos públicos de cordão umbilical é uma tendência mundial para aumentar a rapidez na localização de doadores compatíveis dentro de uma mesma população....
A transferência de material genético como forma de tratamento de doenças humanas vem sendo investigada desde o início da década de 70.  O princípio básico da terapia gênica consiste em adicionar fatores genéticos que possam suprir deficiências ou até mesmo inibir a expressão de certos genes no tecido ou nas células-alvo. Diversos métodos têm sido desenvolvidos e aprimorados para o transporte de genes às células somáticas. O processo de transferência gênica é realizado por vetores que funcionam como veículos carreadores de genes para o interior das células. Estes vetores podem ser de natureza biológica, como por exemplo os vírus que naturalmente são capazes de infectar e inserir sua informação genética em diversas células do organismo, ou ainda de natureza química ou física. Cada um dos sistemas de transferência gênica disponíveis apresenta suas vantagens e desvantagens, cabendo ao pesquisador a escolha do procedimento mais adequado a cada caso. A administração dos vetores pode ser realizada basicamente de duas formas. Comumente, as células-alvo são removidas do organismo, expostas ao contato com os vetores ex vivo e finalmente introduzidas no indivíduo após a modificação genética. No segundo método, o veículo é administrado diretamente ao paciente, permitindo, dessa forma, uma interação in vivo entre o fator genético e o tecido ou célula-alvo.
O primeiro experimento de transferência genética para células somáticas humanas aprovado pelos órgãos americanos “Recombinant DNA Advisory Committee” (RAC) e “Food and Drug Administration” (FDA) foi realizado em maio de 1989 no “National Institutes of Health” (NIH, Bethesda, USA) pelo grupo do pesquisador S.A. Rosenberg. Cinco pacientes terminais com câncer de pele (melanoma) receberam linfócitos T infiltrantes (TILs) expandidos e modificados geneticamente in vitro com um gene marcador através de um vetor retroviral. Estes linfócitos puderam ser monitorados in vivo e apresentavam a capacidade de reconhecer e atacar células tumorais. Em setembro do ano seguinte, foi aprovado o primeiro protocolo clínico de terapia gênica com finalidade terapêutica, realizado na mesma instituição por R.M. Blaese e colaboradores. A deficiência da enzima adenosina desaminase (ADA) é uma doença genética rara que ocasiona um comprometimento imune severo em crianças (SCID, “Severe combined immunodeficiency”). Linfócitos T periféricos de duas crianças que apresentavam disfunção desta enzima foram modificados geneticamente ex vivo através de um vetor retroviral carregando o gene da ADA e reimplantados de forma autóloga através da corrente sanguínea. Além disso, essas crianças receberam também a enzima ADA bovina purificada (PEG-ADA) por administração exógena. Os resultados foram animadores....