LEVAR O CONHECIMENTO É UMA FORMA DE AMENIZAR O SOFRIMENTO CAUSADO PELA DOENÇA

15 de MAIO DIA 'D' da MUCOPOLISSACARIDOSE (MPS)

2 de abr de 2011

ESCLARECIMENTO PSICOSSOCIAL

A partir da concepção do bebê, iniciam-se os sonhos do casal, de uma criança perfeita e saudável. O grande epositário das expectativas da família. Porém, quando este projeto de vida não se concretiza.... temos uma série de reações possíveis (conscientes e inconscientes) Como:
REGRESSÃO – Pelos sentimentos de impotência e dependência gerados a partir da enfermidade, imposição de limites, afastamento do meio, etc.
PERDA – Obviamente, o principal objeto perdido e a própria saúde do bebê, e em situações mais críticas ocorre risco de vida.
DESPERSOALIZAÇÃO – Conseqüência direta dos movimentos regressivos e, sobretudo das perdas. A despersoalização ocorre na medida em que há distanciamento do mundo e das relações afetivas e sociais.
ANSIEDADE – A ansiedade reativa e gerada pelas expectativas e pelo desconhecimento do estado real, e pela situação de dependência de terceiros e muitas vezes de desconhecidos.
MEDOS E FANTASIAS MÓRBIDAS – O medo real da morte, mutilação, impossibilidades transitórias ou
permanentes, dor, sofrimento, abandono são sentimentos constantes e podem ser os geradores das fantasias
mórbidas.
IMPOTÊNCIA – A existência de limites com as quais não podem mudar possibilitam o aparecimento deste
sentimento que tende a fragilizar mais ainda os familiares.
CULPA – O sentimento de culpa é extremamente freqüente e aparece como uma forma distorcida de interpretar os motivos do aparecimento da doença (expiação).
Uma gama enorme de outros sentimentos e sensações como depressão, angústia, agitação, stress, pânico, apatia, entre outros, podem assolar a família. Todos esses sentimentos e sensações agem de forma interinfluente, um conspirando para o aparecimento ou exacerbação do outro.
Ninguém é preparado para receber um filho deficiente na família, nesse momento chega o desespero e o desamparo do casal. A corrida é contra o tempo, os pais cedem seus lugares para a equipe de especialistas, não valorizando seu papel fundamental de inclusão e socialização deste filho no mundo, reforçando na criança suas limitações e incapacidades, não proporcionando o seu desenvolvimento e crescimento biopsicossocial, resultando assim em uma dependência, alterando o equilíbrio dinâmico familiar, levando a uma estagnação da vida. 


Os pais precisam muitas vezes do acompanhamento e/ou do apoio inicial de um Psicólogo na equipe que tratará o restabelecimento e reorganização familiar, reintegrando a criança em seu cotidiano, o que é de fundamental importância, pois todas as elaborações, fantasias, medos, depressões (eventualmente) podem ser detectadas e trabalhadas junto a estes de forma a não se tornarem empecilhos para sua reintegração à vida.